Em mês do aniversário do colégio e da cidade, Vieira expõe peças do acervo do Memorial e laboratórios
Mostra retrata um pouco da história do colégio que sempre foi referência de educação na capital baiana

Uma mostra do acervo histórico de um dos primeiros grandes colégios de Salvador. No mês do aniversário de 474 anos da cidade e de 112 do Colégio Antônio Vieira, a instituição expõe para as novas gerações de estudantes objetos antigos, fotografias e peças de mobiliário, entre outros itens curiosos, dos tempos em que ainda se usava a caneta tinteiro. Entre as relíquias, uma curiosidade especial: as cadernetas de avaliação de ex-alunos ilustres, como o escritor Jorge Amado e o educador Anísio Teixeira.
A exposição “Vieira 112 anos: gerações que fazem história” está instalada no saguão de entrada do Vieirão (ala destinada aos estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio). Um retrato de como era o colégio, que sempre foi referência em educação na capital baiana, em uma época em que não havia ainda smartphones, smartwatches, nem notebooks, tablets, “Alexas” e outros assistentes virtuais e aparelhos tecnológicos, hoje tão presentes entre as novas gerações da Salvador do Século 21.
Para que todos os alunos possam conferir a mostra, a equipe pedagógica está organizando visitas por turma para as crianças que estudam no Vieirinha (ala destinada aos estudantes do 1º ao 7º ano EF). Elas ficam encantadas com as balanças e microscópios antigos, máquinas de escrever, carteiras escolares e as fotos que revelam os costumes do universo estudantil da época. Fazem também parte do acervo de camisas de projetos pedagógicos e uniformes usados no passado. Estes trazem o escudo do colégio que tem, na parte amarela, uma pomba em alusão à imagem escolhida por Thomé de Sousa, fundador da cidade, para homenagear Salvador.
HISTÓRIAS QUE SE CRUZAM
Os jesuítas chegaram à Bahia juntamente com Thomé de Sousa em 29 de março de 1549, e foram eles que também fundaram o primeiro colégio na cidade, o Colégio dos Jesuítas e, anos depois, em 15 de março de 1911, o nosso Colégio Antônio Vieira. A partir daí, as histórias do colégio e da cidade caminham juntas e não têm possibilidade de a gente valorizar a cidade e o nosso colégio hoje, sem olhar para esse passado”, diz a coordenadora de Projetos Culturais, professora Sálua Chequer, curadora das exposições do Vieira.

“Parte da memória da cidade e dos princípios da Educação Jesuítica também é contada por objetos aqui expostos, numa memória que também é afetiva, principalmente, quando a gente vê as peças e imagina quem as manuseou, que elas eram os recursos pedagógicos de vanguarda na época. Então, é uma exposição que remete a tudo isso. Claro que temos tido muitos avanços desde então, mas não podemos deixar de valorizar o nosso passado”, explica a professora Sálua, completando: “É por isso que, neste mês de março, temos muito o que celebrar dessas duas histórias, da cidade e do colégio, que se cruzam. Parabéns ao Vieira! Parabéns à Cidade do Salvador!”.

Confira agora mais alguns registros de estudantes visitando a exposição no Vieira!
Fotos: Secom/CAV
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